Estou chocada, enojada e, acima de tudo, tenho muita vergonha de viver num país onde a justiça não actua a tempo de proteger quem tem que ser protegido, não priva da liberdade quem não a merece por ter menos de 16 anos apesar dos seus actos repugnantes e onde as escolas compactuam com o comportamento de pequenos monstros escondidos atrás de corpos adolescentes.
Leiam isto e conheçam a chocante história da "Carolina", imaginem-se privados da escola, de segurança, de paz interior, de internet e simples encontros com amigas para um cinema ou um café. Imaginem-se confinados à vossa casa, a um bairro onde todos conhecem a vossa história, onde todos cochicham quando passam, onde muitos vos insultam e apontam o dedo quando vocês são as verdadeiras vítimas. Imaginem-se desprotegidos e aterrorizados dentro da vossa própria escola, sob o olhar impávido e passivo de professores, funcionários e colegas. Imaginem o que é viver assim, ou melhor, sobreviver, porque isto não é viver, isto é apenas não estar morto. Nem a "Carolina" nem qualquer outra pessoa no mundo merece passar por isto e está em cada um de nós o dever, a responsabilidade, de fazer algo. Porque depois de tomarmos conhecimento de uma coisa destas - e quantas mais haverá por aí - parece-me impossível ficar indiferente, passar ao lado e esquecer. Sei que nem todos pensam assim, sei que não podemos ajudar toda a gente, sei que não podemos mudar o mundo, mas acho que cada um de nós pode fazer um bocadinho.
Eu pelo menos não consigo ficar de braços cruzados depois de ler uma coisa destas e acho que divulgar este caso é o começo daquilo que posso fazer. Se estiverem tão interessados como eu vão ao Quadripolaridades da Pólo Norte e vejam como podem ajudar, eu acredito que todos juntos podemos fazer a diferença na vida da "Carolina" e da sua família.









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