29/03/2016

Trabalhar ao fim-de-semana

 
Sempre trabalhei aos fins-de-semana. Comecei com um part-time de fim-de-semana, para conciliar com a faculdade e mais tarde passei para full-time (até voltar a part-time por causa do estágio) e mesmo nesse regime trabalhava também ao fim-de-semana. A minha vida social alterou-se desde logo, trabalhava enquanto todos os outros estavam disponíveis para jantares, saídas, cafés, passeios, e estava de folga quando os meus amigos e namorado estavam a trabalhar ou nas aulas. Foi um desafio, mas lá me habituei aos horários inversos aos do resto do mundo. Custa abandonar jantares de amigos mais cedo porque no dia a seguir é dia de trabalho, seja sábado ou domingo, custa recusar saídas à noite, não passear em dias soalheiros ou não poder estar tardes inteiras na esplanada entre imperiais geladas e conversa em dia, mas crescer tem destas coisas. O trabalho é imperativo e por isso o importante é tentar aproveitar ao máximo o tempo que temos disponível e, sem dúvida, geri-lo da melhor maneira. Preencher os finais de tarde é a regra de ouro, porque posso não ter disponibilidade para ir almoçar, mas tenho disponibilidade para lanchar, posso não poder passar a tarde esplanada, mas posso ir lá ter por volta das 18h e, depois de sair do trabalho, tenho horas e um coração cheio para dedicar aos meus. E desse lado, alguém a trabalhar ao fim-de-semana?
 
 

22/03/2016

5 anos


Passaram cinco anos desde aquela primeira tarde de primavera. Há cinco anos estávamos sentados naquela sala de cinema tão fria quanto o nervoso miudinho que sentia na barriga, a ver um filme que não faz o meu género e do qual já mal me lembro. Lembro-me muito melhor da camisola azul que me emprestaste quando me queixei do ar condicionado, do calor do teu ombro, no qual me aninhei, do teu perfume, que ainda hoje é para mim o “teu” cheiro, aquele que identificaria em qualquer lugar do mundo. Deixaste-me à tua espera durante uma infinidade de tempo, estive quase para me ir embora mas as borboletas que voavam no meu estômago fizeram-me ficar. Queria ver-te e por isso comprei um livro e li quase metade enquanto esperava por ti. Valeu a pena. Soube-o quando, quase no final daquele filme de acção meio duvidoso, os teus lábios tocaram nos meus e as borletas se multiplicaram por milhares. Passaram cinco anos e ainda sinto borboletas na barriga quando sorris e quando os teus olhos castanhos olham para mim como se eu fosse a coisa mais bonita do mundo. Obrigada por me fazeres feliz.
Fizemos cinco anos de namoro no domingo, no dia da Primavera, que é também o Dia Internacional da Felicidade e acho que estas duas efemérides só podiam ser um óptimo presságio. Mas como assim já passaram cinco anos? Assim sem mais nem menos? De repente? Passamos a vida a ouvir que o tempo num sopro, num abrir e fechar de olhos e é verdade. Quando somos mais novos não temos bem essa percepção, mas à medida que crescemos, acho que vamos também nós tomando consciência que o tempo não pára e que realmente passa a correr. Mas que cinco anos tão bons meu amor, recheados de sorrisos incontáveis, palavras de carinho impagáveis, companheirismo e cumplicidade incondicionais. Desde que iniciámos esta caminhada já nos deparámos com alguns obstáculos pelo caminho, mas sabemos o mais importante: juntos somos capazes de ultrapassar adversidades e chegamos sempre mais longe. Obrigada por me fazeres, todos os dias, um bocadinho mais feliz, não há nada no mundo que supere isso.

 

17/03/2016

New In | Tarde de compras terapêutica



Há uns tempos fiz uma publicação aqui no blog em que dizia que já nem sequer me lembrava da última peça de roupa que tinha comprado. A verdade é que andava mesmo a precisar de ir às compras e nada melhor que um pequeno arrufo com o namorado para me enfiar dentro de um centro comercial e fazer compras de modo terapêutico e quase compulsivo. Atentem no que trouxe comigo:

Bomber Jacket, 29,99€. Os bomber voltaram em força e eu não podia estar mais
contente com este regresso. Estão um pouco por todo o lado, é só escolher.

Blusa com bordado inglês, 15,99€. Não podia ser mais a minha cara, foi amor à primeira vista.
Nada melhor que uma blusa branca e fresca para dar as boas-vindas à Primavera que aí vem. 

Camiseiro, 19,99€. Outra tendência que está de volta e em grande força.
A grande dificuldade foi mesmo escolher um e este de riscas verticais ganhou o meu coração.

Macacão, 19,99€. Assim que o vi soube que tinha que ser meu. Ando a sonhar
com dias de calor para poder usá-lo. Peço desculpa pela foto de má
qualidade mas não o encontrei no site da H&M.

Colete de camurça e com franjas, 23€. É verde-seco, e mais uma vez peço
desculpa pela fotografia de má qualidade, tirada com o telemóvel.


E pronto, closet mais recheado e astral mais para cima. Gostaram dos trapinhos?


16/03/2016

Música para os meus ouvidos


Saber, a meio de um dia atarefado de estágio, que terei três folgas na próxima semana,
foi a melhor notícia que me podiam ter dado. Até vou trabalhar com mais afinco e disposição.
 
 

13/03/2016

Good morning Sunday



A vontade que eu tinha de ficar na cama em vez de ir trabalhar.
Bom domingo a todos.


12/03/2016

Ficha tripla


Hoje é dia de reunir a ficha tripla.

Depois de um dia cansativo de trabalho, não há coisa melhor que jantar, seguido de um concerto, com duas das melhores amigas que tenho. A faculdade trouxe-me pessoas fantásticas, amigas que considero para a vida e sem as quais já não me imagino. Mas a verdade é que quando a faculdade acaba, com trabalhos e mestrados, novos horários e novas rotinas, passamos, de um momento para o outro, para uma nova realidade em que já não estamos juntas todos os dias e é difícil conciliar as agendas de todas. Mas quem quer faz e uma amizade verdadeira não se pode deixar vencer por vidas atarefadas e horários incompatíveis. Hoje é dia de actualizar conversas, gargalhadas e selfies, de alimentar uma amizade entre garfadas de boa comida e palmas numa sala de espetáculos.


11/03/2016

Amigos de quatro patas


De vez em quando penso que adorava ter um cachorrinho, mas depois volto à realidade e percebo que se calhar não estou preparada para isso. Pêlos por todo o lado, sapatos roídos, acordar cedo para o levar à rua, são coisas que neste momento não se enquadram nas minhas rotinas. De qualquer forma, acredito que ter um cão tem muito mais vantagens que desvantagens e sei que as coisas boas acabariam certamente por compensar tudo isso. Quando for viver sozinha, talvez pense nisso mais a sério e acabe mesmo por arranjar um amigo de quatro patas que, afinal de contas, todos sabemos que são a melhor das companhias.

Dia de folga


Sexta-feira significa dia de folga para mim, o único e por isso deve ser bem aproveitado. À sexta-feira não há despertador, aproveito para repôr as horas de sono que durmo a menos durante a semana, para recarregar baterias e acordar por mim. Sexta-feira é sinónimo de um pequeno-almoço mais completo e demorado, com direito a iogurte natural, fruta e aveia. Sexta-feira é dia de cuidar de mim, de banhos mais demorados, de cuidados com a pele mais rigorosos, de aprimorar a manicure, de fazer a máscara capilar. É dia de esticar o cabelo sem a pressa de apanhar o autocarro, de ir ao ginásio sem estar a morrer de cansaço depois de um dia trabalho, de me sentar a ler na varanda, de ir ao cinema com a minha avó, de o ir buscar ao trabalho e aproveitar tardes de sol, de combinar almoços com as amigas para compensar a falta de tempo nos outros dias da semana, de visitar os tios. O meu dia de folga é precioso e gosto de o aproveitar da melhor maneira, com as melhores pessoas, momentos simples mas impagáveis e boa comida. Que venha mais uma sexta-feira, e que venha com sol por favor!


10/03/2016

Quais os blogs que eu tenho mesmo que passar a seguir?

 
 
Estou a precisar de conhecer blogues novos, simples, cativantes, genuínos, dinâmicos. Há pouco tempo fiz uma limpeza na minha lista de leitura e eliminei blogs que já tinham sido encerrados ou tornados privados, blogs que não eram actualizados há meses, blogs que já não me cativavam... Enfim, muitos foram à vida e a minha lista ficou significativamente mais curta e a precisar de frescura, porque eu adoro conhecer novos blogs e a blogoesfera está em constante actualização. Por isso, digam-me, quais os blogs que eu tenho mesmo que conhecer? Quais são aqueles que não saem da vossa lista de leitura e que valem mesmo, mesmo a  pena? Conto com as vossas sugestões.
 
 

09/03/2016

Está a chegar o dia

 
em que farei a minha primeira tatuagem.
 
 

02/03/2016

Red Carpet | Oscars 2016



Dentro da desgraça, estes foram os que me fizeram olhar duas vezes.

Olivia Wilde em Valentino Haute Couture.
Chegou e arrasou neste vestido que me deixou a babar. As costas são absolutamente
lindas, muito provavelmente fazem o vestido e acho que este ganhava se a parte da frente
fosse mais tapadita. Mas é um vestido lindo, não se pode negar, só tirava dali aquela gargantilha.
E acho que o timming não é o melhor, já que a Alicia Vikander usou um Louis Vitton muito 
semelhante há pouco mais de um mês nos Golden Globes. Mas é lindo, isso é que importa, amei.

Cate Blanchett em Armani Privé. E deixem passar a diva.
Soberba. Esta muher pode tudo (menos vestir novamente o modelito que levou
aos Golden Globes, vamos deixar esse guardado para todo o sempre tá?)

Charlize Theron em Dior. Cumprindo e sambando
na cara das inimigas como sempre.

Olivia Munn em Stella Mccartney.
Um modelo seguro mas super elegante que lhe fica a matar
e que ganha muito pela cor, que apesar de não fazer parte das minhas
preferências, é uma lufada de ar fresco numa red carpet cheia de brancos e nudes.


Red Carpet | Oscars 2016



Faltou-lhes um bocadinho assim, mas não se preocupem para o ano há mais amigas.

Alicia Vikander em Louis Vuitton. Outro vestido que todo o mundo amou menos eu.
Primeiro porque o amarelo não é, definitivamente, a minha cor. Segundo porque os vestidos
com o fundo metido assim todo para dentro só me fazem lembrar edredons de penas.

Lady Gaga a suscitar em mim demasiados mixed feelings.
Por um lado não está vestida de carne, o que já é fantástico. Por outro ainda não
percebeu que o cabelo à lá Marilyn Monroe lhe dá, à vontade, um vinte anos a mais.
Por um lado o jumpsuit é muito giro e já ganhou só por levar um jumpsuit em vez de um vestido.
Por outro, escusava lhe dar mais metro e meio de ancas e a mamoca podia ir menos decaída.
Enfim, só sei que nada sei.

Rooney Mara em Givenchy. O vestido é tem pormenores incríveis e não posso negar
que está lindíssima (makeup top top top). Mas os sapatos estão ao nível de um gala de
domingo à noite na TVI e não tenho paciência para o ar de morta que ela tem constantemente.
Será que andou a ter workshops de expressão facial com Kristen Stuart?

Saoirse Ronan em Calvin Klein. Antes de mais devo confessar que não vou com a cara
desta menina, que me parece sonsa e demasiado sem sal. Ainda assim, devo confessar
que gostei deste vestido. Adoro o brilho, adoro a cor - estou farta de brancos e nudes - e assenta-lhe 
que nem uma luva. Só é pena estar mais visto que o Home Alone em época de Natal.

Sofia Vergara em Marchesa. Não acho este vestido nada giro, sou sincera, e acho
que ela está com um toque à Madrinha da Marcha do Alto Pina. Mas gosto imenso
da cor e reconheço que o vestido cumpre o seu papel na red carpet.
Talvez sem aquele tecido à volta do corpete escapasse.

Chrissy Teigen grávida e fofinha. Se calhar é porque gosto muito dela
mas não acho este vestido tão mau como o pintaram. As grávidas não
costumam acertar nas Red Carpets, a Chrissy está elegante, charmosa e fofinha.


01/03/2016

Red Carpet | Oscars 2016




Brie Larson em Gucci. Eu sei que meio mundo amou este vestido (e ainda estou a tentar
perceber porquê), mas a mim só me parece que juntou ao vestido que levou Baile de Finalistas
os restos de um arranjo de Natal que anda lá por casa e et voilá: um cinto lindo. Só que não.

Daisy Ridley em Chanel Couture. Podia ser lindo, pois podia. Mas alguém
achou que apanhar ar nos tornozelos era o mais importante e a coisa não correu bem.
Aquele tecido de sobra na cintura também não lembra a ninguém, mas vá miga, fica para o ano.

Eddie-fofinho-Redmayne e a sua Hannah em estado de graça, a qual, infelizmente, não pode
abraçar, não vá ser fatalmente atingido pelo acessório mortifero que ela traz no decote.

Julianne Moore em Chanel Couture. Eu sei que esta mulher é maravilhosa,
eu sei que ela nunca está realmente mal, mas este vestido não resulta para mim,
ainda não percebi bem porquê, mas definitivamente, não resulta.

Margot Robbie a espetar-me uma faca no coração depois de estar absolutamente soberba
no ano passado, estando inclusivamente no meu top 3. Quem teve a ideia de a mandar vestida de Oscar?

Patricia Arquette a esclarecer o porquê da Giuliana Rancic estar tão magrinha:
é a miga Patricia que anda a comer tudinho, de Este a Oeste, não sobra nadinha.

Rachel McAdams em August Getty Atelier. Combinou com a Sophie Turner e também
levou só o forro, nem ouve tempo para o passar a ferro. Mas vá, ganha-lhe na cor.


Red Carpet | Oscars 2016



Nem uma pontinha de emoção, tão basicozinho que a resposta é sono, muito sono.

Emily Blunt em Prada. Já em camisa de noite não lhe vá dar o sono durante
a cerimónia, já se sabe que estas coisas costumam acabar tarde.

Giuliana Rancic em Georges Chakra, a pousar de lado para provar que ainda não desapareceu.


Isla Fisher em Marchesa, resolveu trazer a colcha da avó, que está na família há
102 anos, a apanhar um bocadinho de ar, já cheirava a mofo e era uma pena estragar-se.

Jennifer Garner em Oficial Versace. Demasiado básica para quem
devia ir sambando na cara do Ben Affleck.

Louise Roe em Christian Siriano. A Loise não podia ir, tinha um compromisso, e por isso
mandou no seu lugar uma estátua de cera sem uma perna, no seu lugar. Como se isto não
fosse já mau de mau, pelo caminho apareceu uma vaca que lhe lambeu o cabelo todinho.

Maria Menounos em Christian Siriano. Muito mais do mesmo, acho que já a vi com
este vestido umas 17 vezes, mas desta vez levou o seu melhor cabelo de praia.

Sophie Turner em algo que ainda não é um vestido.