Já sofri muitas perdas na minha vida, já vi partir muita gente que me era querida e ainda não consegui arranjar forma de lidar melhor com ela. Acho que nunca vou conseguir. Este ano tem sido um caos no que diz respeito a isso, desde o verão que as más notícias não param de chegar, e não há tempo para sarar o coração entre uma e outra notícia.
A perda, nesse contexto tão cruel que é a morte, faz-nos pensar como a vida é injusta, faz-nos pensar como é que nos podem ser retiradas dessa maneira pessoas tão queridas, pessoas que merecem o mundo e em vez disso vêem-se retiradas dele à força. Faz-nos pensar "porquê a nós?". Já cheguei à conclusão que a questão não é essa mas sim "porque não a nós?". Todos os dias desaparecem pessoas em todo o mundo, porque estaríamos nós a salvo disso? A vida é injusta para toda a gente, não somos ninguém para estarmos imunes à crueldade de uma perda.
Na quinta-feira recebi a notícia de uma das mortes mais injustas de que já tive conhecimento. Todas são, todas nos revoltam, principalmente quando se trata do desaparecimento de alguém próximo. O D. não me era muito próximo, para falar a verdade, vi-o duas ou três vezes. O D. tinha pouco mais de um ano e era irmão de um amigo meu, lutava contra a leucemia como gente grande, com uma força que julgava impossível para um ser tão pequenino, tão frágil, tão desprotegido. Mas o D. era forte, era mais forte do eu, do que o irmão, do que os pais e quando percebeu que não conseguia lutar mais deixou-se levar por essa injustiça que é a vida e partiu, partiu cheio de glória e tranquilidade. E apesar de ter deixado toda a gente que o amava e que torcia por ele a chorar, deixou a certeza de que está agora num sítio melhor, onde não passa por coisas que nem um adulto aguenta, partiu para um mundo onde os bebés não sofrem. Pelo menos é nisso que eu acredito, é a isso que temos que nos agarrar. Fica a certeza que o D. viverá para sempre dentro de quem o ama.
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23/10/2011
19/11/2010
Dizem que o tempo cura tudo...
Já passou algum tempo. Muito tempo. Ás vezes parece-me que a nossa história começou ontem, outras parece-me que já estou sem ti há uma eternidade. Uma eternidade que tem custado a passar.
Todos os dias penso em ti, em nós. No que fomos, no que ainda podíamos ser. Nas promessas e planos, nos momentos que vivemos.
Todos os dias penso em ti, em nós. No que fomos, no que ainda podíamos ser. Nas promessas e planos, nos momentos que vivemos.
É difícil, muito difícil. Tenho um buraco no peito que me corrói por dentro, que me magoa a alma. E durante muito tempo achei que nunca mais ia sarar. Chegou a ser cada vez mais difícil. De dia para dia me ia parecendo mais impossível deixar de sentir este vazio enorme que deixaste na minha vida. Mas agora, depois de todos estes meses com sabor a lágrimas e saudade, parece que devagar, muito devagar, quase sem eu dar por isso, este buraco vai diminuindo. Vai ficando mais pequenino, menos profundo.
Pensei que nunca ia acontecer e apesar de não me querer desligar de ti, do meu coração disparar quando te vejo ou falo contigo, de todos os dias pensar em ti por tudo e mais alguma coisa, eu sinto-me bem, tranquila e aliviada por ver que afinal isto um dia irá passar, que a pouco o pouco, toda essa intensidade vai diminuindo. E que eu vou voltar a rir, rir muito, com gosto, com a alma limpa. Tenho mesmo saudades de me rir, de rir de maneira totalmente pura, com consciência de que não tenho motivos para não o fazer.
Sinto que esquecer-te é perder-te definitivamente, mas sei que isso já aconteceu há muito tempo e agora vou esperar, esperar tranquilamente, até que o buraco na alma desapareça por completo (vai demorar mas há-de acontecer) para depois soltar de novo a gargalhada que tanto me elogiavas.
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20/06/2010
...

Hoje vi-te! Já não te via há algum tempo, embora todos os dias pense em ti. È incrível como tudo o que ouço ou vejo me leva a pensar em ti, em coisas que dizias ou que fazíamos.
Hoje vi-te e senti-me como se me tivessem dado um murro no estômago! Parecia que o coração me ia saltar do peito a qualquer momento. Senti um arrepio que me percorreu a espinha, as minhas pernas tremiam e eu tive dificuldades em respirar.
Tu não me viste, continuaste o teu caminho e eu vim para casa. Vim para casa e chorei, chorei como tenho chorado nas ultimas semanas. Como tenho chorado desde que me deixaste na berma da estrada e seguiste a tua viagem, aquela que tantas vezes disseste só ter sentido se chegássemos juntos ao seu destino.
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